| ENG Equatorial Guinea CAT Guinea Ecuatorial EUS Ekuatore Ginea GLG Guinea Ecuatorial SPA Guinea Ecuatorial |
origens
A Guiné Equatorial se tornou independente, com esse nome, em 12 de outubro de 1968.
outros nomes
Guiné Espanhola até 12 de outubro de 1968.
resumo
Os navegantes portugueses começaram a circundar o golfo da Guiné desde o século XV. A Espanha e a língua espanhola não estiveram presentes na região até a assinatura do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de El Pardo (1778), mediante os quais Portugal cedia à Espanha a soberania sobre a ilha de Fernando Pó e sobre os territórios continentais em troca de outros territórios na América do Sul. Devido às grandes dificuldades da empreitada, a Espanha não conseguiu exercer o controle efetivo até os anos 1843 com a expedição de Juan José Lerena y Barry; em 1858, com a nomeação do primeiro governador espanhol Carlos de Chacón y Michelena; ou entre 1875 e 1884, quando ocorreram as duas expedições de exploração de Manuel Iradier. Embora os poderes coloniais reunidos no Congresso de Berlim (1884-1885) tenham concordado em conceder à Espanha em torno de 100 000 km2 do continente, a ausência de um interesse genuíno e a voracidade da França tornaram as fronteiras definitivas da Guiné Espanhola em 28 052 km2: as ilhas de Fernando Pó (atualmente, Bioko), Ano Bom, Corisco, Elobey Grande e Elobey Pequeno e o território continental de Rio Muni. Todos esses territórios obtiveram sua independência em 1968 com o novo nome de Guiné Equatorial. Desde então, o espanhol continuou sendo a língua oficial e a principal língua de comunicação entre as diferentes comunidades da GE. Em 2013, foi fundada a Academia Equato-guineense da Língua Espanhola. Além do espanhol, são faladas duas línguas bantas principais: o fangue, no continente, e o bube, na ilha de Bioko. Na faixa costeira de Rio Muni, existem variadas línguas minoritárias, também bantas. É preciso também incluir duas línguas crioulas, uma derivada do inglês, o pichi ou pichinglis, e, a outra, do português, o anobonense, próprio da ilha de Ano-Bom. No que se refere à tradução, os missionários claretianos, na sua chegada à colônia em 1883, foram encarregados da cultura e da educação. Desde o início, e de acordo com os modelos de evangelização aplicados pela Espanha em outras partes do mundo, colocaram em prática um programa de tradução de textos bíblicos, litúrgicos e catequéticos do espanhol às línguas locais. Como consequência, muito cedo os discípulos começaram a escrever e a publicar em espanhol na época colonial, fato que alicerçou uma rica literatura pós-colonial no espanhol da Guiné Equatorial, único país da África subsaariana que conta com essa característica. Esse fenômeno tem atraído interesse internacional com numerosas traduções. Alguns escritores equato-guineenses vêm publicando volumes bilíngues de suas obras, como A Bépátto (Los del barrio) (2017) de Justo Bolekia (1954-), que foi escrito, primeiramente, em bube, e logo foi autotraduzido ao espanhol.
ficha
| Juan Miguel Zarandona Fernández | |
| 2022 | |
| Zarandona Fernández, Juan Miguel. 2022. "Guiné Equatorial" @ ENTI (Enciclopédia de tradução e interpretação). AIETI. | |
| https://doi.org/10.5281/zenodo.15568610 | |
| https://www.aieti.eu/enti/equatorial_guinea_POR |