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cita ENG Subtitling for the deaf and hard of hearing (SDH) CAT Subtitulació per a sords EUS Gorrentzat azpitituluak jarri GLG Subtítulos para xordos SPA Subtitulación para personas sordas

  

origen  origens

A legendagem para surdos e ensurdecidos, originalmente conhecida como Closed Captioning, nasceu na década de 1970, nos Estados Unidos. Entretanto, foi só na década de 1980 que as primeiras legendas para surdos e ensurdecidos apareceram em canais de televisão estadunidenses. Na Europa, foi primeiramente utilizada no Reino Unido em 1979 e gradualmente espalhou-se para outros países europeus. Na Espanha, só chegou onze anos mais tarde, em 1990.

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origen  outros nomes

Subtitling for the Deaf and Hard-of-Hearing (SDH) em inglês. Nas plataformas de streaming, é conhecida como CC (Closed Captioning) por influência da língua inglesa.

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resumen  resumo

A legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE) é uma modalidade de tradução multimodal que visa transmitir informações de natureza acústica (diálogos, música e efeitos sonoros) por meio da escrita. Pode ser aberta (em produções audiovisuais), fechada (em teletexto) ou ao vivo (em óperas ou quaisquer programas de televisão ao vivo).

A LSE é uma modalidade de tradução intersemiótica, já que envolve dois modos semióticos no processo de tradução de sons não linguísticos em palavras. Pode também ser classificada como um tipo de tradução intralingual, uma vez que implica a tradução de linguagem verbal oral em linguagem verbal escrita de uma mesma língua natural.

Conhecer a cultura surda e dominar alguns dos princípios básicos da língua de sinais são duas das principais competências do legendista da LSE. Embora a comunidade surda seja muito heterogênea e tenha necessidades tradutórias diferentes, recomenda-se traduzir para os receptores com maiores dificuldades de acesso à língua-alvo, que são geralmente os surdos sinalizados.

O debate sobre as diferentes formas de se elaborar a LSE, seja transcrevendo o diálogo original, seja simplificando-o e adaptando-o através de recursos linguísticos ou de ícones (por exemplo, utilizando emojis ou pictogramas), continua em aberto. São necessários mais estudos de recepção sobre as preferências e o acesso de surdos de diferentes perfis aos produtos multimodais legendados.

Um marco importante para a padronização da LSE foi, sem dúvida, a criação e atualização das diretrizes britânicas da BBC (2018) e da norma alemã (Untertitel-Standards 2015). Na Espanha, a publicação antecipada da norma UNE 153010 (2003), que foi aprimorada e atualizada em 2012 por meio de revisões críticas (Pereira Rodríguez & Lorenzo García 2005), teve ampla aceitação e contribuiu para a padronização da LSE (Arnáiz-Urquiza 2015). A norma espanhola estabeleceu o uso sistemático e funcional de cores e outras estratégias para identificar personagens, bem como definiu a localização dos efeitos sonoros na tela. Essa norma levou à uniformização de aspectos fundamentais da LSE, reduzindo assim o esforço cognitivo de leitura dos receptores surdos. Entretanto, ainda são necessários mais estudos para avaliar até que ponto essas diretrizes são adequadas (Cuéllar 2018: 61).

 

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autor Silvia Martínez Martínez
fecha de publicación 2022
referencia (cómo citar) Martínez Martínez, Silvia. 2022. "Legendagem para surdos e ensurdecidos" @ ENTI (Enciclopédia de tradução e interpretação). AIETI.
DOI https://doi.org/10.5281/PENDING
URL estable https://www.aieti.eu/enti/subtitling_deaf_POR 

 

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