Escopo

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A teoria do escopo foi desenvolvida por Hans J. Vermeer na Alemanha, no final da década de 1970. É uma abordagem dedutiva para a tradução e interpretação baseada, principalmente, na teoria da ação e na antropologia cultural.

Em 1989, Vermeer definiu sua abordagem como parte da teoria da “ação translatória” (que incluía tradução e interpretação), inicialmente formulada por Holz-Mänttäri em 1984. O termo Skopos, em alemão, refere-se ao objetivo ou propósito de uma tradução e a teoria do escopo foi resumida por Vermeer (Reiss; Vermeer 1984) em algumas regras axiomáticas:

  • Por definição, toda ação tem um propósito.
  • Traduzir é uma ação.
  • Toda tradução tem um propósito (um escopo).
  • O escopo de uma tradução depende de seus/suas destinatários/as.
  • O escopo é o fator mais importante que determina as decisões do/da tradutor/a e a forma final do translatum (o resultado da ação translatória).

Este verbete esboça o desenvolvimento da teoria do escopo desde sua origem na comunidade acadêmica germanista no final da década de 1970, até sua disseminação e reconhecimento mais amplo no domínio internacional nas últimas três décadas. Desse modo, o verbete situa a evolução da teoria do escopo no contexto geral dos Estudos da Tradução e Interpretação, destacando seus aspectos inovadores em relação às visões mais tradicionais, as críticas que provocou sobre a definição de tradução e o estado epistemológico da teoria. Nesse contexto, discute-se o conceito de cultura na teoria do escopo e aborda sua dimensão ética e o conceito de lealdade, introduzido por Christiane Nord. Por fim, o verbete também apresenta a influência da teoria do escopo na didática de tradução e interpretação e esboça sua aplicação na interpretação.

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