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cita ENG metaphor CAT metàfora EUS metafora GLG metáfora SPA metáfora

 

 

origen  origens

O termo metáfora provém do latim metaphora, correspondendo ao original em grego μεταφορά (metaphorá): transferência ou “levar adiante/ao outro lado” — de μεταφέρω (metapherō), composto por μετά (meta), ou “de um lado para o outro lado/adiante”, e φέρω (pherō), ou “transportar/levar” (Dicionário Etimológico Online).

 

otras denominaciones  outros nomes

Há uma diferença importante entre metáfora e metonímia: em ambas há um mapeamento, mas “in metonymy the mapping takes place within a single domain, whereas in the case of metaphor there are two domains involved and the mapping takes place across these domains (and not within a single domain)” (Lakoff & Turner 1989: 103) [o mapeamento na metonímia acontece em um único domínio, enquanto na metáfora ele acontece em dois (e não em um único domínio)]. No entanto, nos Estudos da Tradução, não é comum fazer essa distinção, como será apresentado aqui.

 

resumen  resumo

Uma metáfora é entendida como um mapeamento ou conjunto de correspondências sobre domínios conceptuais (ver Lakoff & Johnson 1980 e publicações subsequentes). O sistema conceptual humano está estruturado metaforicamente, e as metáforas são mecanismos cognitivos fundamentais que nos permitem compreender e contextualizar um conceito em termos de outro. Elas permeiam a forma como pensamos, falamos e, até mesmo, agimos. Nosso raciocínio e habilidades cognitivas são, em grande medida, baseados em metáforas, as quais são fenômenos pervasivos na língua, como descoberto por Lakoff e Johnson há cerca de 40 anos.

As metáforas conceptuais são de natureza cognitiva, enquanto suas expressões linguísticas específicas são “manifestações linguísticas” dessas metáforas. Uma metáfora conceptual consiste em um alvo, uma fonte e um mapeamento entre eles: “the target conceptual domain is the domain to be understood metaphorically. The source conceptual domain is the domain in terms of which the target is to be understood metaphorically” (Turner 1990: 465) [o domínio conceptual alvo é o domínio de ser entendido metaforicamente e o domínio conceptual fonte é o do qual o alvo é entendido metaforicamente]. Nos estudos cognitivos, a metáfora é usada para falar sobre metáforas cognitivas, enquanto nos Estudos da Tradução, a metáfora normalmente diz respeito às expressões linguísticas.

A metáfora apresenta um desafio significativo à tradução. Até recentemente, os dois principais problemas eram: (1) sua traduzibilidade; (2) os procedimentos de tradução. No entanto, nos últimos tempos, as pesquisas vêm enfatizando o poder criativo das/os tradutoras/es ao traduzirem metáforas. Isso pode desempenhar um papel importante na formação de conceitos na língua-alvo.

Há diversas opiniões quanto a sua traduzibilidade: desde a inadequação de atribuí-la “a single generalisation” (Dagut 1976: 32) [uma generalização única], visto que isso seria uma prática especulativa, até a argumentação de que não estabelecer generalizações sobre sua traduzibilidade seria admitir que a teoria da tradução é incapaz de “accounting for the translation of one of the most frequent phenomena” (Van den Broeck 1981: 84) [responder pela tradução de um dos mais frequentes fenômenos].

Em relação aos procedimentos de tradução, as abordagens prescritivas (tradicionais, de acordo com Van Besien & Pelsmaekers 1988: 144) oferecem listas detalhadas de tais procedimentos. No entanto, essas listas normalmente são baseadas em ideias pré-concebidas sobre o que é uma tradução fiel e, muitas vezes, são endossadas por exemplos ad hoc em vez de serem respaldadas por estudos que refletem padrões reais de tradução.

Pesquisas recentes baseadas em estudos descritivos de textos autênticos — que representam interpretações concretas de metáforas — sugerem (como Toury suspeitava inicialmente) que existem mais ocorrências do que as que foram contabilizadas (por exemplo, um elemento não-metafórico que se transforma em uma metáfora ou uma metáfora no texto-alvo que não corresponde a nada no texto-fonte; Toury 1985: 26-27). Curiosamente, algumas traduções de metáforas tradicionalmente classificadas como incorretas (como as traduções literais) estão, na verdade, introduzindo novas metáforas linguísticas na língua-alvo, promovendo uma inovação cognitiva.

 

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autor Eva Samaniego Fernández
fecha de publicación 2022
referencia (cómo citar) Samaniego Fernández, Eva. 2022. "Metáfora" @ ENTI (Enciclopédia de tradução e interpretação). AIETI.
DOI https://doi.org/10.5281/PENDING
URL estable https://www.aieti.eu/enti/metaphor_POR 

 

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