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origem

De acordo com o historiador Raúl Porras Barrenechea, o uso do nome Peru provém do cacique de uma tribo panamenha, chamado Birú. Por extensão, a designação foi atribuída a este território durante a conquista.

 

 other denominations  outros nomes

O território que hoje constitui a República do Peru, com grandes variações em sua abrangência, denominou-se Tawantinsuyu (até 1533), Governo de Nova Castela e Governo de Nova Toledo (entre 1534 e 1542), Vice-Reino do Peru (entre 1542 e 1821) e Confederação Peruano-Boliviana (entre 1837 e 1839).

 

summary  resumo

O território que compreende a República do Peru é multilingue e multiétnico; o ofício de tradução e interpretação envolve um projeto de encontro entre diversas culturas. Este verbete destaca essa pluralidade linguística e seu desenrolar ao longo da história. O Tawantinsuyu proporcionou a convivência de línguas e o multilinguismo, o que surpreendeu os conquistadores espanhóis, que precisavam ter intérpretes à disposição. Depois, durante a Conquista, a missão evangelizadora desempenhou um papel crucial na espanholização e na subsequente redação de textos bilíngues, apesar das profundas dificuldades de interpretação que geraram novas versões das línguas andinas. Com a Coroa espanhola assentada nesses territórios, foi promovida a difusão do latim entre os letrados e a espanholização entre a população. Muitos letrados tornaram-se tradutores de textos literários. Embora existissem limites para o intercâmbio cultural com outros países europeus devido à censura decretada, alguns criollos puderam viajar a estes países e difundir seus aprendizados ao voltarem. Foram eles que traduziram textos do francês e do português. Durante a República, humanistas e cientistas europeus voltaram seu interesse para a América do Sul. Muitos deles viajaram ao Peru e influenciaram as traduções da época, durante a qual foram publicados dicionários e revistas literárias, entre outros textos. Ainda que o ofício dos tradutores fosse acobertado por pseudônimos, muitos foram escritores, poetas ou jornalistas. Com a chegada do século XXI, surgem as grandes antologias sobre autores estrangeiros no Peru e um estudo organizado em tomos sobre a história da tradução; além disso, começa a prosperar em maior medida a tradução de línguas asiáticas e da Europa Oriental. Este verbete dedica um segmento especial a descrever a legislação que regula o uso de línguas no Peru. O quéchua obteve status de língua oficial em 1975, mas sua difusão e ensino seguem relegados. Ainda assim, tem havido produção de livros bilíngues. Ocorre o mesmo nas línguas amazônicas, cuja divulgação esteve mediada por entes privados e não por uma política cultural integral. No entanto, o Ministério da Cultura criou um Registro de Intérpretes de Línguas Indígenas, ainda com adesão escassa. O ensino, a pesquisa e a institucionalização da tradução e da interpretação têm início com a abertura de Faculdades de Tradução, com a posterior criação do Colégio de Tradutores e com a publicação de revistas especializadas e de textos para profissionais.

data sheet   ficha

author Lydia Fossa
publication date 2022
reference (how to cite) Fossa, Lydia. 2022. "Peru - história da tradução" @ ENTI (Enciclopedia de traducción e interpretación). AIETI.
DOI https://doi.org/10.5281/PENDING 
URL stable https://www.aieti.eu/enti/peru_POR 

 

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