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citation ENG Taboo  CAT Tabú  EUS Tabua  GAL Tabú  SPA Tabú

 

origen origens

O adjetivo “tabu” vem do tonganês, língua falada no Reino de Tonga, na Oceania. Também se pode encontrar a variante tabu em tonganês e tapu em maori. O termo “taboo” foi incorporado à língua inglesa pelo capitão James Cook em sua obra A Voyage to the Pacific Ocean (1780). Esse termo tem significado complexo, já que se refere a algo que é sagrado e, portanto, proibido para uso geral. Além disso, em inglês a palavra já foi usada como verbo, conforme exemplificado por Cook: “a man had ‘been discovered with a woman who was taboo’d” ou “um homem foi pego com uma mulher em situação de tabu” (Hughes 2006: 462). Nesse caso, o verbo taboo foi empregado com o objetivo de evitar a referência ao ato sexual. Contudo, o uso de palavrões é mais antigo do que o primeiro uso da palavra tabu nesse contexto. Como apresentado por Mohr (2013), o latim clássico apresentava palavrões relacionados a obscenitas [obscenities].

 

origen outros nomes

Atualmente, encontra-se uma ampla terminologia relacionada com o conceito da linguagem tabu, considerando que a função desses termos pode, às vezes,  coincidir com outras categorias consideradas proibidas, vulgares, ofensivas, inadequadas etc. Diferentes termos foram cunhados por estudiosos, como dirty language ou linguagem suja (Jay 1980), strong language ou linguagem forte (Lung 1998), offensive language ou linguagem ofensiva (Valdeón 2000), bad language ou linguagem imprópria (Azzaro 2005), foul language ou linguagem obscena (Wajnryb 2005), taboo language ou linguagem tabu (Allan & Burridge 2006), rude language ou linguagem rude (Hughes 2006), emotionally charged language ou linguagem emocionalmente carregada (Díaz-Cintas & Remael 2007), taboo words or swear words, ou palavras tabu ou palavrões (Jay 2009), offensive and taboo language ou linguagem ofensiva e tabu (Ávila-Cabrera 2014) e swear words and taboo words ou palavrões e palavras tabu (Díaz-Cintas & Remael 2021). Os termos usados como palavrões pertencem a um registro coloquial e a gírias (Hughes 2006), apesar de que nem toda gíria deve ter conotações tabu.

 

 summary  resumo

O tratamento da linguagem tabu na tradução representa um desafio para os/as tradutores/as, uma vez que cada língua tem seus próprios recursos estilísticos e linguísticos para descrever coisas ou ações consideradas proibidas, fortes, ofensivas ou vulgares. A linguagem tabu não é apenas um conceito importante frequentemente analisado nos Estudos da Tradução (ET), especialmente nos Estudos Descritivos da Tradução (EDT), mas também é abordada por outras disciplinas e ramificações inter-relacionadas que ajudam a compreender esse conceito sob diferentes perspectivas, tais como a Semiótica, a Pragmática, a Semântica, a (Im)Polidez, os Estudos Culturais, a Psicologia, a Sociologia, a Sociolinguística, entre outras.

Ao traduzir um texto-fonte (TF) para um texto-alvo (TA) e sua respectiva cultura, encontrar o(s) termo(s) mais apropriado(s) não é uma tarefa fácil, e as estratégias ou técnicas empregadas podem não transferir a carga que o termo possui no TF, comprometendo, assim, sua função. O objetivo desta entrada, portanto, é descrever brevemente, a partir de uma abordagem multidisciplinar, os seguintes aspectos da tradução da linguagem tabu: suas origens, nomes e significados; suas taxonomias de forma geral; as diversas visões culturais aplicadas a temas tabus, palavrões etc.; a maneira como a carga dos termos tabu pode ser modulada; as dificuldades que a linguagem tabu apresenta ao processo de tradução e a diversidade de soluções tradutórias para lidar com esse tipo de conteúdo e, por fim, seu potencial como objeto de pesquisa.

 

data sheet   ficha

author José Javier Ávila-Cabrera
publication date 2024
reference (how to cite) Ávila-Cabrera, José Javier. 2024. "Tabu" @ ENTI (Enciclopédia de tradução e interpretação). AIETI.
DOI https://doi.org/10.5281/PENDING
URL stable https://www.aieti.eu/enti/taboo_POR

 

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